Hoje é nosso dia... dia dos professores... recebi algumas mensagens de felicitação e ai comecei a lembrar o porque da minha escolha.
Quando eu era pequena, eu admirava muito alguns professores. Lembro-me claramente da relação que tinha com a professora Edilene, a professora mais querida da escola inteira. Era a professora maluquinha da 4º série. Fazia a gente memorizar todos os países e capitais da América Latina cantando e dançando e eu nunca mais me esqueci de nenhuma capital, alias, tenho certeza que todos os alunos que assim aprenderam se lembram das capitais com o som daquela cantoria dos alunos.
Depois veio o professor Crepaldi, um homem inteligentíssimo, professor de Português e Inglês. Era a sabedoria em pessoa. Admirava seu jeito de ser, sua inteligência. Foi com ele que aprendi a ter gosto pelas línguas.
Tive professores que me deixaram de recuperação porque eu não tinha dado o melhor de mim. Nunca me esqueço que fiquei de recuperação em Educação Artística porque a professora acreditava que eu podia ser melhor do que a média. Também me lembro o quanto eu fiquei com raiva dela ao saber que 5,8 virou 5,5 e não 6,0.
Tive professores também que acreditavam no meu potencial criativo, que me desafiavam todos os dias e me “obrigavam” a ser extraordinária. Como se esquecer da professora Valderez, a mais cruel de todo colegial que ensinava Geografia Política e desafiava todos a pensarem.
Também tem a Jucélia, professora de física e matemática. Ela insistia tanto tanto pra eu pensar, achar soluções e ter o raciocínio lógico. E embora eu nunca tenha entendido e gostado das duas matérias, eram as matérias que eu mais ía bem, que eu fechava o semestre com 10.
Depois, na faculdade minha relação com os professores foi algo surpreendente. Tinha professores inteligentíssimos, mestres que me incentivaram muito a sair do meu normal. Pessoas que eu nem sabia mas que acreditavam tanto no meu potencial que me apoiaram em todos os trabalhos científicos, nos projetos acadêmicos e tudo mais.
O mais engraçado é que o círculo é pequeno e que depois de anos saído da faculdade, encontrei pessoas que tiveram aulas com os meus mestres e soube através deles o quanto meus mestres acreditavam no meu potencial poético... rs
Uma mestra que me inspirou muito e que me inspira todos os dias é Maria Helena. Que mulher! Culta, inteligentíssima, viajada, antenada, descolada, bem resolvida e que ama fazer o que faz.
Uma mulher que inspira qualquer pessoa, que a mim inspira confiança, determinação e que hoje é o espelho de mulher que eu quero ser...
Bom, todos esses exemplos de professores que cruzaram meu caminho justificam ainda mais a minha escolham, claro que não posso esquecer todos os professores que trabalharam comigo tbm.
Sou professora por paixão, por acreditar que assim eu consigo fazer um mundo melhor. Por que naquele momento em que o professor Crepaldi me ensinou um idioma diferente, ali eu descobri uma paixão, ali eu transformei a minha vida.
Professores com paixão são doadores de si próprio o tempo todo. Acreditam da sua maneira que são capazes de transformar, alias, são agentes transformadores de personalidades, de destinos, de profissionais.
Isso o dinheiro não compra. A satisfação de ver uma pessoinha “melhor” porque vc contribuiu de alguma forma pra que ela assim ficasse, isso é um presente, um reconhecimento tão forte, tão superior que pra mim, justifica minha vinda ao mundo.
E ai eu retorno aquela velha filosofia que eu divulgo: somos todos compostos por um pontinho. Professores também são esses pontinhos em nossas vidas. Sou feliz por me doar, me entregar e saber que eu sou um pontinho especial na vida de alguns. É claro que daqueles que querem, claro. Mas ai é uma questão de escolha, certo?
Enfim... agradeço a todos os professores que passaram por minha vida. Já falei muito e não deu pra falar de todo mundo, mas tem muitos muitos professores especiais que estão aqui na história da minha vida. Meus amigos professores também que sabem que o salário não é aquelas coisas, mas que ainda insistem.
Parabéns a todos nós!
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