quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Desabafo

Cada ano que se passa, eu aprendo que é preciso se refletir muito ainda, que tudo que eu aprendi até então não é o suficiente e que há muitas coisas para surgir e aprender e viver e errar também.
Hoje estou pensando nos erros e me deparei com o maior erro que eu consigo enxergar mas não consigo corrigir: gostar de quem não gosta da gente!
Sim... esse é um erro gigante, digo até que chega a ser burrice certas vezes, mas é muito difícil dominar esse erro, porque, afinal, gostamos sempre do mais difícil, o que é fácil perde a graça ou já é sem graça.
Falando em relacionamentos amorosos, digo que todos vivemos um momento assim:  Há aquela pessoa que lhe dá o mundo, mas que não lhe interessa em nada. E há aquela que te despreza que te encanta.
Inexplicavelmente desprezamos quem nos dá amor, carinho, paciência e trocamos por indiferença. Como somos burros quando se trata de coração!
E isso não é apenas no quesito relacionamentos amorosos, não. Podemos tratar muito bem de pessoas que nos dizem ser “amigas”, que dedicamos horas escutando sobre o fora que levou, o problema que está passando com a mãe e os paradigmas internos, mas quando você precisa de alguém pra te ouvir ou pra só te dar um abraço, essa pessoa é a primeira a fugir e sumir da sua vida.
Também podemos falar dos colegas de trabalho. Há sempre aquele que te pede tudo e você o ajuda com aquele sorriso no rosto, mas basta você precisar da ajuda dele, que ele some.
É, chego a conclusão de que somos burros em todos os departamentos, uma vez que sempre valorizamos o que não tem valor. Sim, pense quantas vezes você trocou uma noite com sua família que te ama pra ir numa festa ou qualquer coisa, pra encontrar – quem sabe – aquele carinha que você está afim. Pense também quantas noites mal dormidas você já passou, escutando e “ajudando” aquela sua amiga que só faz besteiras e que não escuta uma palavra sua, só ela tem razão.
Por essas e outras, venho comunicar que a partir de hj eu “só vou gostar de quem gosta de mim”, frase que sempre ouvi na música do Robertão, porém que cantava sem meu coração entender que em primeiro lugar eu tenho que amar a mim e àqueles que me amam (família e amigos de verdade), o resto, é resto.... não vale a pena chorar, ficar nervosa, conversar ou discutir.
Amor é algo que recebemos e damos gratuitamente por identificação (amigos) ou imposição (família), é algo que poucos conseguem sentir ou viver. É uma experiência fantástica que vale cada segundo.
Eu jamais vou deixar de amar  - “no fundo, sou um eterno sentimental” como diz Chico – mas posso escolher quem amarei e peço sim amor em troca. Quem inventou essa de que devemos dar sem esperar nada em troca era um conformado que se contentava em ouvir e nunca ter um ombro amigo pra te ajudar. Porque embora haja uma máscara da alegria em mim, há dias que é muito mais que uma máscara, há dias que a máscara se confunde com a realidade, e há dias que a personagem não entra.
Então, não deixe de amar e esperar que te amem também. Isso é preciso. Preciso de amor, de carinho. Eu preciso e você também! E ame quem te ama também, valorize aquilo que possui, não valorize o que te faz infeliz. Afinal, creio que tudo na minha vida é pra somar ao que sou, não diminuir.

3 comentários:

  1. ..concordo com tudo Carol...é impressionante como não erramos quando se trata do coração...parabéns!!lindo texto.

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  2. também exijo amor em troca!...sem micharia!

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  3. É,acho que não existe ao menos uma pessoa no mundo inteiro que possa dizer: eu sempre amei que me ama!
    Nem Jesus conseguiu isso, afinal Ele amou o mundo inteiro, e diariamente O rejeitamos!

    Mas, sabe o que eu aprendi passando por situações assim?
    Fomos feitos para nos relacionar com as pessoas. Existem aquelas que são essenciais, que são como o ar que respiramos. Outras são passageiras, outras nos alugam para desabafar, outras nos servem como "professores" da vida, e outras são as que nos intimam a superar barreiras, como essa de: amar e não ser correspondido.
    Sim, é ruim. Digo isso com conhecimento TOTAL de causa, e com muita certeza de que amar e não ser amado é uma lição.
    Dura de aprender, mas continua sendo uma lição. Aprendi que devo amar a todos, inclusive (e principalmente) aqueles que não me amam, pois essa é a prova mais resistente do verdadeiro amor. Quando amamos sem esperar algo em troca, entendemos que num relacionamento precisamos dar muito mais do que receber.
    Parece loucura, mas é a pura verdade.
    Vejo o amor como a mais linda verdade nesse mundo de mentiras. A partir do momento em que eu começo a viver para oferecer o meu melhor aos outros, também esqueço de cobrar um "feedback". Quando amamos, nada mais nos importa, a não ser a felicidade do "outro".

    Aninha, amar não é fácil.
    Tenho apenas 20 anos e já descobri que vou sofrer muito por causa desse tal de "amor".
    Mas, no final das contas, tudo vale a pena!

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